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A última ceia

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A última ceia

No dia em que o cordeiro da Páscoa seria sacrificado, Jesus envia Pedro e João para preparar a sala. Durante a refeição, diz aos doze que desejou comer aquela Páscoa antes de sofrer. Compartilha o cálice e parte o pão em memória de seu corpo entregue; depois chama o cálice de nova aliança em seu sangue derramado. Jesus também anuncia que o traidor está à mesa, e os apóstolos começam a perguntar entre si quem será. A ceia une memória, promessa, sofrimento e responsabilidade.

Referências bíblicas: Luke 22:7-23

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Memória em torno da mesa

Observe o pão, o cálice e o anúncio de que o traidor está presente.

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Contexto

A Páscoa era uma das celebrações que definiam a identidade de Israel. Todos os anos, o povo de Deus se lembrava de como ele havia libertado seus antepassados da escravidão no Egito. Aquela refeição mantinha viva a memória da libertação e a esperança de que Deus continuaria fiel às suas promessas.

Entre os seguidores de Jesus, doze exerciam uma função especial como apóstolos. Eles haviam viajado com ele e recebido seus ensinamentos. Agora, celebrariam a Páscoa juntos, num momento decisivo. Jesus sabia que o sofrimento estava logo à frente, e aquela seria sua última refeição com os Doze antes que esse sofrimento começasse.


História

Chegou o dia da Festa dos Pães sem Fermento, quando o cordeiro da Páscoa deveria ser sacrificado. Jesus enviou Pedro e João para preparar a refeição da Páscoa que fariam juntos.

Eles perguntaram onde Jesus queria que fizessem os preparativos. Ele lhes deu instruções detalhadas. Ao entrarem na cidade, encontrariam um homem carregando um pote de água. Deveriam segui-lo até a casa em que ele entrasse. Ali, pediriam ao dono que lhes mostrasse a sala de hóspedes onde o Mestre deles faria a refeição da Páscoa com seus discípulos.

O dono lhes mostraria uma sala grande e mobiliada no andar de cima. Era ali que deveriam preparar tudo.

Pedro e João foram e encontraram tudo exatamente como Jesus havia dito. Deixaram a sala pronta para a refeição da Páscoa.

Quando chegou a hora, Jesus ocupou seu lugar à mesa com os doze apóstolos. Disse-lhes que havia desejado muito comer aquela Páscoa com eles antes de sofrer. Também afirmou que não voltaria a comê-la até que ela se cumprisse no reino de Deus.

Jesus pegou um cálice e deu graças. Disse aos apóstolos que o repartissem entre si e acrescentou que não voltaria a beber do fruto da videira até que chegasse o reino de Deus. Mesmo com o sofrimento se aproximando, Jesus falou sobre o reino e sobre aquilo que ainda se cumpriria.

Em seguida, pegou o pão. Depois de dar graças, partiu-o e o entregou a eles.

“Isto é o meu corpo, dado em favor de vocês. Façam isto em memória de mim.”

Depois da ceia, Jesus pegou novamente o cálice. Disse que aquele cálice era a nova aliança em seu sangue, derramado em favor deles. O pão apontava para seu corpo, entregue em favor deles, e o cálice, para seu sangue. A partir daquele momento, a refeição trazia a ordem dada pelo próprio Jesus: eles deveriam se lembrar dele.

Mas, naquela mesma mesa, Jesus anunciou que aquele que o trairia estava presente. A mão do traidor estava ali à mesa, junto com a de Jesus.

Jesus disse que o Filho do homem seguiria o caminho que lhe havia sido determinado, mas declarou: “Ai daquele que o trair!” O que estava por vir não estava fora do propósito de Deus. Mesmo assim, o traidor continuava responsável pelo que faria.

Os apóstolos começaram a perguntar uns aos outros qual deles estaria prestes a fazer uma coisa dessas.


O que aprendemos

  • Jesus se aproximou do sofrimento sabendo o que o esperava. Falou de seu corpo entregue em favor de seus seguidores e de seu sangue derramado em favor deles.
  • O pão e o cálice apontam para a entrega de Jesus e para sua ordem de que seus seguidores se lembrem dele, sem separar sua morte da fidelidade de Deus à aliança.
  • As palavras de Jesus sobre o reino mostram que a refeição fazia parte de uma esperança maior. O sofrimento se aproximava, mas aquilo que se cumpriria no reino de Deus ainda estava por vir.
  • O propósito determinado por Deus não elimina a responsabilidade humana. O caminho de Jesus havia sido determinado, mas a traição ainda trazia culpa e desgraça.
  • O alerta dizia respeito a alguém que estava à mesa, o que levou os apóstolos a examinar a possibilidade de a traição vir de dentro do próprio grupo.

Contexto da história

A Páscoa era uma das celebrações que definiam a identidade de Israel. Todos os anos, o povo de Deus se lembrava de como ele havia libertado seus antepassados da escravidão no Egito. Aquela refeição mantinha viva a memória da libertação e a esperança de que Deus continuaria fiel às suas promessas. Entre os seguidores de Jesus, doze exerciam uma função especial como apóstolos. Eles haviam viajado com ele e recebido seus ensinamentos. Agora, celebrariam a Páscoa juntos, num momento decisivo. Jesus sabia que o sofrimento estava logo à frente, e aquela seria sua última refeição com os Doze antes que esse sofrimento começasse.

Pessoas na história

  • Jesus — Institui a memória do pão e do cálice e anuncia sofrimento e traição durante a Páscoa.
  • Pedro e João — Preparam a sala da Páscoa seguindo as instruções de Jesus.
  • Doze apóstolos — Compartilham a refeição, ouvem sobre a nova aliança e perguntam quem trairá Jesus.
  • Traidor presente à mesa — Permanece entre os apóstolos quando Jesus anuncia que será traído.

Temas para observar

Memória da entrega

O pão e o cálice dão forma à lembrança do corpo e do sangue oferecidos.

Nova aliança

Jesus chama o cálice de aliança nova, ligando a refeição ao sofrimento que se aproxima.

Traição à mesa

O anúncio de que o traidor está presente coloca responsabilidade dentro da comunhão.

Perguntas para reflexão

  1. Como o pão e o cálice interpretam o sofrimento que Jesus diz estar prestes a enfrentar?
  2. O que significa falar de uma nova aliança enquanto o traidor permanece à mesa?
  3. Que responsabilidade a reação dos apóstolos sugere diante do anúncio de traição?

Uma aliança diante do sofrimento

Reflita sobre memória, responsabilidade e esperança quando a ceia não é confortável.

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