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Contexto
Os seguidores de Jesus eram discípulos — aprendizes que recorriam ao mestre para aprender a viver, não apenas para obter informações. A oração já fazia parte da vida deles, e João havia ensinado seus próprios discípulos a orar. Por isso, era natural que os discípulos de Jesus perguntassem como deveria ser a oração entre aqueles que o seguiam.
O pedido deles trazia duas perguntas ao mesmo tempo. O que deveriam apresentar a Deus? E como deveriam se aproximar dele? Jesus respondeu às duas, reunindo o reino de Deus, as necessidades humanas do dia a dia, o perdão, a perseverança e a confiança de um filho em seu pai.
História
Jesus estava orando em certo lugar. Quando terminou, um dos discípulos disse: “Senhor, ensina-nos a orar, assim como João ensinou os próprios discípulos”.
Jesus lhes deu um modelo de oração que poderiam seguir. Eles deveriam começar pelo próprio Deus:
“Pai, que o teu nome seja santificado. Venha o teu reino.”
Também deveriam pedir o pão de cada dia, colocando diante de Deus suas necessidades comuns, um dia de cada vez. Deveriam pedir perdão pelos próprios pecados, ao mesmo tempo que perdoavam aqueles que pecavam contra eles. E deveriam pedir que Deus não os deixasse cair em tentação.
Nessa oração estavam reunidos a honra ao nome de Deus, o anseio por seu reino, a dependência daquilo que ele provê, a necessidade de misericórdia e o desejo de receber sua orientação. Jesus ensinava os discípulos a se aproximar de Deus como Pai, levando diante dele tudo o que fazia parte da vida deles.
Depois, Jesus apresentou uma cena do cotidiano. Imaginem que um homem fosse à casa de um amigo à meia-noite. Um viajante havia chegado à casa dele, mas ele não tinha nada para oferecer ao visitante. Por isso, chamou do lado de fora e pediu ao amigo três pães emprestados.
A resposta veio de trás da porta fechada: todos na casa já tinham se acomodado para passar a noite. A porta estava trancada, as crianças já estavam na cama, e o homem não queria se levantar.
Ainda que não se levantasse apenas por amizade, Jesus disse que acabaria fazendo isso por causa da persistência e da ousadia de quem chamava. O homem se levantaria e lhe daria tudo de que precisasse.
Jesus então ensinou os discípulos a orar com essa mesma disposição:
“Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta será aberta para vocês.”
Quem pede recebe. Quem busca encontra. E a porta se abre para quem bate. Eles não deveriam abandonar a oração diante da primeira dificuldade ou demora. Podiam continuar se aproximando de Deus.
Logo em seguida, Jesus deixou a figura do vizinho atrás de uma porta fechada e voltou-se para a relação entre pais e filhos. Se um filho pedisse peixe ao pai, será que o pai lhe daria uma cobra em vez disso? Se a criança pedisse um ovo, o pai lhe entregaria um escorpião? Os pais sabem distinguir o que alimenta do que faz mal.
Jesus disse que os pais humanos são pecadores e, mesmo assim, sabem dar coisas boas aos filhos. Quanto mais, então, os discípulos poderiam confiar na bondade do Pai celestial? Ele dá o Espírito Santo aos que lhe pedem.
O que aprendemos
- A oração começa com Deus como Pai, com a preocupação de honrar seu nome e com o desejo pela vinda do seu reino.
- Jesus ensina a depender de Deus para o sustento diário, o perdão e a ajuda diante da tentação.
- Pedir perdão a Deus caminha junto com perdoar os outros. A vida diante de Deus não pode ser separada da maneira como tratamos quem nos ofende.
- O vizinho procurado à meia-noite mostra o lugar da persistência e da ousadia na oração: Jesus ensina seus discípulos a continuar pedindo, buscando e batendo.
- A confiança na oração se apoia na bondade do Pai, e Jesus leva esse ensino ao ponto mais alto ao falar do dom do Espírito Santo.
Contexto da história
Os seguidores de Jesus eram discípulos aprendizes que recorriam ao mestre para aprender a viver, não apenas para obter informações. A oração já fazia parte da vida deles, e João havia ensinado seus próprios discípulos a orar. Por isso, era natural que os discípulos de Jesus perguntassem como deveria ser a oração entre aqueles que o seguiam. O pedido deles trazia duas perguntas ao mesmo tempo. O que deveriam apresentar a Deus? E como deveriam se aproximar dele? Jesus respondeu às duas, reunindo o reino de Deus, as necessidades humanas do dia a dia, o perdão, a perseverança e a confiança de um filho em seu pai.
Pessoas na história
- Jesus — Ensina uma oração, encoraja a persistência e apresenta o Pai como aquele que dá o Espírito Santo.
- Discípulo — Pede que Jesus ensine a orar, abrindo a instrução que se segue.
- Amigo à meia-noite — Insiste no pedido de pão até receber o que precisa para acolher seu visitante.
- Pai celestial — Responde aos pedidos dos seus filhos com bondade, sem ser comparado a um pai indiferente.
Temas para observar
O Pai que escuta
A oração começa pela santidade de Deus e termina na confiança em sua generosidade.
Persistência humilde
O amigo da meia-noite mostra a coragem de continuar pedindo sem controlar a resposta.
Perdão recebido e oferecido
O modelo de oração liga o pedido de perdão à disposição de perdoar.
Perguntas para reflexão
- Por que a oração ensinada por Jesus começa pelo nome de Deus antes de apresentar as necessidades?
- O que a história do amigo à meia-noite acrescenta ao convite para pedir, buscar e bater?
- Como pedir o Espírito Santo pode moldar sua confiança sem transformar a oração em uma promessa de controle?
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Leve a persistência do amigo e a bondade do Pai para sua próxima oração.



