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A travessia do mar Vermelho

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A travessia do mar Vermelho

Deus guia Israel por uma coluna de nuvem e fogo, mas o exército do faraó persegue o povo até o mar Vermelho. Israel teme e reclama. Moisés leva o medo a Deus, estende o cajado e vê o mar se dividir. O povo atravessa em terra seca; quando os egípcios tentam seguir, as águas retornam sobre eles. Depois do livramento, Moisés e Miriã conduzem Israel em cântico e celebração. A comunidade aprende que liberdade também precisa de memória.

Referências bíblicas: Êxodo 13:17-15:21

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Releia a cena observando a tensão entre medo, direção e o louvor que nasce depois do livramento.

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Contexto

A saída de Israel do Egito foi, ao mesmo tempo, um resgate e um começo. Depois de viverem submetidos a trabalhos forçados, os israelitas estavam livres para partir. Mas ainda não tinham um lugar fixo onde morar nem conheciam o caminho à frente. Moisés conduzia uma grande comunidade por uma região desconhecida, enquanto o faraó ainda comandava as forças militares do Egito.


História

A rota mais curta a partir do Egito passava pelo território dos filisteus. Mas Deus não conduziu os israelitas por ali. Sabia que, se enfrentassem uma guerra cedo demais, poderiam perder a coragem e voltar para o Egito. Em vez disso, fez com que dessem a volta pelo deserto, rumo ao mar Vermelho.

O povo seguia em fileiras organizadas. Moisés também levava consigo os ossos de José. Muito tempo antes, José havia feito os descendentes de Israel prometerem que levariam seus ossos quando Deus viesse em auxílio deles e os tirasse do Egito.

Eles viajaram de Sucote a Etã, na fronteira com o deserto. O próprio Deus ia à frente deles. Durante o dia, uma coluna de nuvem mostrava o caminho. À noite, uma coluna de fogo os iluminava, para que pudessem continuar a viagem. Nem a nuvem nem o fogo se afastavam deles.

Depois, Deus mandou os israelitas mudarem de direção e acamparem junto ao mar, perto de Pi-Hairote. A posição do acampamento faria o faraó pensar que eles estavam desorientados e encurralados pelo deserto. Deus disse que endureceria o coração do faraó e que este os perseguiria. Por meio do que faria com o faraó e suas forças, Deus manifestaria sua glória, e os egípcios saberiam que ele é o Senhor. Os israelitas acamparam onde Deus havia mandado.

Quando o faraó soube que o povo tinha partido, ele e seus oficiais se arrependeram de ter libertado os israelitas da escravidão. O faraó preparou seu carro de guerra e reuniu suas forças: seiscentos dos seus melhores carros, além dos outros carros de guerra do Egito e dos oficiais que os comandavam. O Senhor endureceu o coração do faraó, que partiu em perseguição aos israelitas.

Os cavalos, os carros de guerra, os cavaleiros e as tropas do Egito alcançaram Israel junto ao mar. Quando os israelitas viram o exército do faraó se aproximando, ficaram apavorados. Clamaram ao Senhor e depois acusaram Moisés de tê-los levado ao deserto para morrer. Disseram que teria sido melhor continuar como escravos no Egito do que morrer no deserto.

Moisés respondeu:

“Não tenham medo. Fiquem firmes e vejam o livramento do Senhor.”

Moisés afirmou que o Senhor lutaria por eles. Aquelas forças egípcias que viam naquele dia nunca mais voltariam a ameaçá-los.

Deus mandou Moisés ordenar ao povo que avançasse. Moisés deveria erguer sua vara e estender a mão sobre o mar. Deus dividiria as águas, e Israel atravessaria em terra seca. Os egípcios os seguiriam, e Deus manifestaria sua glória por meio do que faria com o faraó e seu exército.

O anjo de Deus, que seguia à frente de Israel, passou para trás do povo. A coluna de nuvem também saiu da frente do acampamento e foi para a retaguarda, ficando entre Israel e o exército egípcio. Um lado ficou na escuridão, enquanto o outro recebeu luz durante toda a noite. Os dois acampamentos não puderam se aproximar.

Moisés estendeu a mão sobre o mar. Durante toda a noite, o Senhor fez as águas recuarem com um forte vento leste. O mar se dividiu, e o solo entre as águas ficou seco.

Os israelitas avançaram. Caminharam pelo meio do mar em terra seca, enquanto as águas se erguiam como uma parede à direita e outra à esquerda.

Os cavalos, os carros de guerra e os cavaleiros do faraó foram atrás deles, entrando no mar. Na madrugada, o Senhor olhou do alto da coluna de fogo e de nuvem e lançou as forças egípcias em confusão. Dificultou o movimento dos carros de guerra egípcios, que mal conseguiam avançar. Os egípcios perceberam o que estava acontecendo e gritaram que era preciso recuar, pois o Senhor estava lutando por Israel contra eles.

Deus mandou Moisés estender novamente a mão sobre o mar. Quando amanheceu, as águas voltaram ao seu lugar habitual. Os egípcios tentaram fugir, mas o mar cobriu os carros de guerra, os cavaleiros e todas as forças que haviam seguido Israel para dentro das águas divididas. Não restou nenhum dos que os perseguiam.

Os israelitas, porém, tinham atravessado em terra seca. As águas permaneceram erguidas dos dois lados até que eles estivessem em segurança. Naquele dia, o Senhor salvou Israel do poder do Egito. Quando o povo viu o resultado na praia e reconheceu o que o Senhor havia feito, encheu-se de reverência por ele. Os israelitas confiaram no Senhor e em Moisés, seu servo.

Então Moisés e os israelitas cantaram ao Senhor. Disseram que ele era a força, a canção e a salvação deles. Também o louvaram por ser incomparável, majestoso em santidade e autor de maravilhas, e cantaram sobre sua vitória contra os carros de guerra e o exército do faraó.

Também cantaram sobre o amor fiel de Deus pelo povo que ele havia resgatado. Deus continuaria a guiá-los e os levaria ao lugar que havia preparado, e o Senhor reinaria para sempre.

Miriã, a profetisa e irmã de Arão, pegou um tamborim. As mulheres a seguiram, tocando tamborins e dançando, e Miriã conduziu a resposta delas:

“Cantem ao Senhor, pois ele triunfou gloriosamente.”


O que aprendemos

  • A escolha de Deus pelo caminho mais longo mostra que a maneira como ele guia seu povo pode protegê-lo, mesmo quando o percurso não é o mais curto.
  • A queixa de Israel mostra como o medo pode fazer a escravidão conhecida parecer mais segura do que uma liberdade que exige confiança.
  • A fé nesta história não é passividade nem uma tentativa de se salvar por conta própria. Israel precisava avançar por ordem de Deus, mas somente Deus podia proteger o povo e abrir o caminho.
  • O livramento pedia uma resposta que ia além do alívio. O povo respondeu à obra salvadora de Deus com reverência, confiança e adoração, e seu cântico apontava para a continuidade do reinado do Senhor.

Contexto da história

A saída do Egito não elimina imediatamente o perigo. Deus conduz Israel por um caminho específico, usando a coluna de nuvem durante o dia e a coluna de fogo à noite, mas a mudança de direção deixa o povo encurralado junto ao mar. Quando os carros do faraó se aproximam, o medo volta e os israelitas perguntam por que foram levados para morrer no deserto. Moisés os chama a permanecer firmes, recebe a ordem de levantar o cajado e conduz o povo por um caminho aberto nas águas. O relato descreve a destruição do exército perseguidor quando as águas retornam, sem trocar esse acontecimento por uma explicação adicional ou apenas simbólica. Depois, a reação passa do pânico ao assombro e à confiança. Moisés entoa um cântico, e Miriã, chamada de profetisa, conduz as mulheres com tamborins e danças. O livramento se torna memória cantada pela comunidade.

Pessoas na história

  • DeusGuia e libertador que conduz Israel, divide o mar e derrota a perseguição
  • MoisésLíder que leva os ossos de José, obedece às ordens e conduz o cântico
  • Os israelitasComunidade liberta que teme, atravessa o mar e adora após o livramento
  • O faraóGovernante egípcio cuja força militar persegue Israel até o mar
  • MiriãProfetisa que conduz as mulheres na resposta com tamborins e canto

Temas para observar

Direção e proteção

A coluna guia Israel e sinaliza que o povo não atravessa o caminho sozinho.

Livramento

Deus abre um caminho para Israel e encerra a perseguição do exército egípcio.

Medo e confiança

A comunidade passa da ameaça concreta e da reclamação para o assombro e a fé.

Louvor depois do resgate

Moisés e Miriã transformam a experiência em cântico e celebração comunitária.

Perguntas para reflexão

  1. Como a presença de Deus aparece no caminho até o mar?
  2. Que diferença existe entre o medo dos israelitas e a resposta de Moisés?
  3. Como a travessia termina com a perseguição egípcia?
  4. Por que o cântico de Moisés e Miriã é importante para a memória do povo?

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