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A queda de Jericó

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A queda de Jericó

Diante de Jericó, Josué recebe instruções de um comandante do exército do Senhor. Israel deve marchar em silêncio ao redor da cidade com a arca, sacerdotes e trombetas durante seis dias; no sétimo, deve marchar sete vezes e gritar. O muro cai, a cidade é destruída e os bens são destinados ao Senhor. Raabe e sua família são poupadas por causa do juramento feito aos espias, e Jericó é queimada.

Referências bíblicas: Josué 5:13-6:27

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Caminhe em obediência

Observe como atenção, silêncio, perseverança e fidelidade a uma promessa conduzem a marcha de Israel.

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Contexto

Josué está conduzindo Israel em direção à terra que Deus havia prometido, e Jericó está fechada diante deles. É uma cidade fortificada, em alerta e isolada por causa da presença de Israel. A história não começa com Josué elaborando um plano de batalha inteligente. Começa com Josué aprendendo que o próprio Senhor comanda o que está para acontecer.

A arca da aliança ocupa o centro dessa cena. Ela representa a presença do Senhor, ligada à sua aliança, no meio do seu povo, e será carregada no meio da procissão de Israel. Outra pessoa também é importante: Raabe, uma mulher em Jericó que havia escondido os mensageiros de Josué. Um juramento já havia sido feito a respeito dela e das pessoas reunidas com ela. Enquanto Israel está diante de Jericó, a questão é se o povo seguirá exatamente a palavra do Senhor, mesmo quando a ordem dele não se parece com uma guerra comum.


História

Perto de Jericó, Josué levantou os olhos e viu um homem em pé à sua frente, com uma espada desembainhada na mão. Josué foi até ele e perguntou se estava do lado de Israel ou do lado dos inimigos de Israel.

A resposta não foi a que Josué esperava. O homem disse que tinha vindo como comandante do exército do Senhor. Josué prostrou-se com o rosto em terra, adorou e perguntou o que seu senhor queria dizer ao seu servo.

O comandante mandou Josué tirar a sandália do pé, porque o lugar onde ele estava era santo. Josué fez isso.

Jericó estava completamente fechada por causa do povo de Israel. Ninguém saía, e ninguém entrava. Então o Senhor disse a Josué que havia entregado Jericó em suas mãos, junto com o seu rei e os seus homens de guerra.

Mas as instruções não pareciam as de um cerco comum. Os homens de guerra deveriam marchar ao redor da cidade uma vez por dia, durante seis dias. Sete sacerdotes deveriam levar sete trombetas de chifre de carneiro à frente da arca. No sétimo dia, marchariam sete vezes ao redor da cidade, enquanto os sacerdotes tocavam as trombetas. Quando o povo ouvisse o toque longo da trombeta, deveria gritar com um grande brado. Então a muralha da cidade cairia, e o povo iria direto para dentro.

Josué chamou os sacerdotes e mandou que carregassem a arca da aliança. Sete sacerdotes foram à frente dela com as trombetas. Homens armados iam na frente, os sacerdotes tocavam as trombetas, a arca vinha atrás, e a retaguarda fechava a marcha. Josué também ordenou ao povo que permanecesse em silêncio. Não deveriam gritar, nem levantar a voz, nem dizer uma palavra, até o dia em que ele mandasse gritar.

Assim, a arca do Senhor rodeou a cidade uma vez, e o povo voltou ao acampamento para passar a noite.

Na manhã seguinte, Josué se levantou cedo, e os sacerdotes carregaram novamente a arca. Formou-se a mesma procissão: homens armados, sacerdotes com trombetas, a arca do Senhor e a retaguarda. Enquanto caminhavam, os sacerdotes continuavam tocando as trombetas. O povo rodeou Jericó uma vez e voltou ao acampamento.

Fizeram isso por seis dias. A cidade continuava fechada. O povo permanecia em silêncio. O som que marcava aqueles dias era o toque constante das trombetas diante da arca, enquanto Israel seguia o caminho que o Senhor havia ordenado.

No sétimo dia, levantaram-se cedo, ao amanhecer. Dessa vez, marcharam ao redor da cidade sete vezes da mesma maneira. Na sétima volta, quando os sacerdotes tocaram as trombetas, Josué disse ao povo que gritasse, porque o Senhor havia entregado a cidade a eles.

Josué também fez uma advertência solene. A cidade estava separada para o Senhor e destinada à destruição. Raabe e todos os que estavam com ela em sua casa deveriam viver, porque ela havia escondido os mensageiros que Israel tinha enviado. O povo deveria manter distância das coisas separadas para o Senhor. A prata, o ouro, o bronze e o ferro não se tornariam despojo de Israel; pertenciam ao tesouro do Senhor.

Então os sacerdotes tocaram as trombetas, e o povo gritou com um grande brado. Quando o povo ouviu o som das trombetas e levantou seu grito, a muralha caiu por terra. Israel entrou na cidade, cada um seguindo em frente do ponto onde estava, e tomou Jericó.

A destruição que veio em seguida foi completa e severa. Os habitantes e os animais da cidade foram mortos. Ainda assim, Josué se lembrou do juramento a respeito de Raabe. Ele mandou os dois homens que haviam espiado a terra entrarem na casa dela e a tirarem de lá, junto com todos os que eram da sua casa.

Os espias entraram e trouxeram para fora Raabe, seu pai, sua mãe, seus irmãos e toda a sua família. Eles foram deixados fora do acampamento de Israel. Raabe e a família de seu pai foram preservadas com vida, e ela passou a viver entre o povo de Israel, porque havia escondido os mensageiros que Josué tinha enviado para espiar Jericó.

A cidade foi queimada, junto com o que havia nela. Somente a prata, o ouro, o bronze e o ferro foram colocados no tesouro da casa do Senhor.

Naquele tempo, Josué pronunciou diante do Senhor uma maldição contra qualquer pessoa que se levantasse para reconstruir Jericó. A reconstrução custaria os filhos desse homem, desde o lançamento dos alicerces até a colocação dos portões.

Assim, o Senhor estava com Josué, e o nome de Josué se tornou conhecido em toda a terra.


O que aprendemos

  • A primeira lição de Josué em Jericó não é que Deus fica do lado de Josué, mas que Josué precisa ouvir o comandante do exército do Senhor.
  • A queda de Jericó é apresentada como dádiva do Senhor, não como conquista de Israel. A arca, as trombetas, o silêncio e o grito apontam para a obediência à palavra de Deus.
  • Israel teve de continuar caminhando antes que qualquer coisa mudasse. A marcha repetida mostra confiança na ordem do Senhor quando ainda não havia progresso visível.
  • Juízo e misericórdia aparecem lado a lado. Jericó é destruída, mas Raabe e sua casa são poupadas porque ela acolheu os mensageiros, e Israel honrou o juramento feito a ela.
  • Os tesouros da cidade pertenciam ao Senhor, e a fama de Josué se espalhou porque o Senhor estava com ele, não porque Josué tivesse tomado a glória para si.

Contexto da história

O episódio começa com Josué diante de uma figura que porta uma espada e declara santo o lugar onde ele está. A identidade desse comandante não é especificada no relato, mas suas instruções são detalhadas: sacerdotes levam trombetas, a arca acompanha a marcha e o povo permanece em silêncio até o momento do grito. Durante seis dias, a procissão dá uma volta; no sétimo, repete o circuito sete vezes. Depois do clamor, o muro cai e Jericó é entregue à destruição. Homens, mulheres, crianças, idosos, animais e a cidade são incluídos no juízo narrado, enquanto objetos valiosos vão para o tesouro do Senhor. A única exceção humana destacada é Raabe, protegida com sua casa por causa do juramento anterior. O relato não deve ser reduzido a uma história infantil sobre paredes que caem, nem a identidade do comandante deve receber uma interpretação que o texto não dá. Obediência, juízo, misericórdia e fidelidade ao juramento aparecem juntos.

Pessoas na história

  • JosuéLíder que recebe a ordem, conduz a procissão e cumpre o juramento feito a Raabe
  • O comandante do exército do SenhorFigura com espada que declara o solo santo e entrega as instruções a Josué
  • Os sacerdotesSete sacerdotes que levam as trombetas diante da arca
  • Os israelitasPovo que marcha, permanece em silêncio, grita e toma a cidade
  • RaabeMulher de Jericó cuja casa é resgatada por causa do juramento dos espias

Temas para observar

Obediência à instrução

A marcha segue uma ordem incomum com atenção a cada detalhe do tempo e do silêncio.

Juízo e misericórdia

A destruição da cidade é narrada junto com a proteção concedida a Raabe e sua casa.

Presença da aliança

A arca participa da procissão como sinal da presença de Deus no caminho de Israel.

Fidelidade ao juramento

Josué preserva a promessa feita pelos espias, mesmo durante a conquista da cidade.

Perguntas para reflexão

  1. Que detalhes tornam a marcha ao redor de Jericó um ato de obediência?
  2. Como o relato mantém juízo e misericórdia na mesma cena?
  3. Por que o juramento a Raabe continua válido durante a conquista?
  4. O que podemos afirmar e o que não podemos afirmar sobre o comandante do Senhor?

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